quarta-feira, 15 de maio de 2013

(...) mais de vida



E a felicidade corre atrás de mim como o balanço do mar, o balanço da rede, o balanço que a vida leva.

Corre como uma simples brincadeira que tenho com o meu cachorro, que faz ele saltitar de amor, de viver, de só querer brincar e mais nada além do que a vida pode oferecer.

E a vida propicia um pouco mais, mais de quê? ...

Mais de vida!



* Texto produzido na Oficina: 
"Twittando e Retwittando Microcontos
no I Encontro de Inclusão Digital, Cultura e Comunidade 
em Peixinhos - Olinda - PE - 2013.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

(...) sou


Sou chata demais.
Sou doida quase sempre.
Sou insuportável.
Sou paranoica.
E com certeza um tanto bipolar.
(Tem horas que esse meu humor me irrita!)
Ignorância e grosseria tenho de sobra e nas TPM's nem me suporto.
No entanto para alguns sou legal, companheira, amiga, chorona. 
Também sou exigente, organizada, prática, direta.
Não consigo enxergar minhas qualidades com facilidade, porém meus defeitos chego a enumerar!
Não gosto de meios termos ...  ou é ou não é!
(Se bem que ... ultimamente as coisas estão diferentes ao extremo!)
Sou um começo turbulento com poucos momentos de calmaria e um fim dramático.
Sou uma balada exclusiva.
Sou uma junção de homem e mulher e olhe que isso não é fácil de pensar ... então imagina ser!
Paciência e respeito ao tempo do outro é novo para mim, mas estou aprendendo a construir, e é um exercício permanente.
Objetividade e racionalidade é comigo mesmo.
Não gosto de me arrepender de nada, mas se for preciso também sei pedir desculpas.
Curto meus momentos com tranquilidade.
Se cometo um erro tento me desculpar, porém se faço inconscientemente e não percebo, o outro tem que me dizer, afinal não sou "Mãe Diná".

Sou uma menina ... uma mulher que insiste nas coisas e pessoas até esgotar as possibilidades, só para dizer que tentou e que quis ser feliz.
Simples assim!



*TPM: abrev. para tensão pré-menstrual.

quarta-feira, 27 de março de 2013

(...) escuro



Escuro, é através dele que penso na vida, que penso no claro, que vejo o que poucos conseguem ver.
É por ele que os sentimentos são aflorados e por ele que percebo o olhar mais instigante da vida.
É nele que vejo as  cores, que me defino, que faço escolhas e que busco o novo ... a luz.



* Texto produzido na Oficina: 
"Twittando e Retwittando Microcontos
no I Encontro de Inclusão Digital, Cultura e Comunidade 
em Peixinhos - Olinda - PE - 2013.

segunda-feira, 18 de março de 2013

(...) alegria

Alegria de viver, de amar, de sorrir, de tristeza, de tudo.  O importante é ela existir. Alegria de sonhar, dos encontros inesperados, das vozes ouvidas, dos sentimentos existentes. Alegria da dor, do inverno, do verão, do mormaço, da chuva, da água ... do fim.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

(...) comodismo


E parece que quanto mais o tempo passa ... a cumplicidade aumenta, a afinidade aumenta, os olhares se tornam instigantes, porém o comodismo permanece. 

Cada dia que passa tudo fica melhor, é uma espécie de vinho que "quanto mais velho, mais saboroso". Ainda sim, minhas dúvidas e neuroses, do meu lado gritante de mulher, insistem em não me deixar e assim tudo continua na mesma. Isso é que é problema: tudo na mesma. Porque?

Não sei dizer a resposta, só sei que há de fato um comodismo, um mecanismo de defesa de ambas as partes, de deixar tudo no mesmo lugar e do mesmo jeito. 

Nunca fui assim, mas me peguei pensando no meu mundinho totalmente intacto.
Quando arrumo meu quarto sempre tento deixar os móveis e objetos do mesmo jeito, já que é um quarto pequeno. Não posso fazer tantas mudanças, além do que gosto de ser discreta no particular, sou perfeccionista e preciso do meu mundinho, Ops, quarto!, de um jeito confortável.  
Com o guarda - roupa, já que sou mulher e ainda consumista, tento renovar sempre, e se compro novas roupas, faço doações das antigas. Até aí tudo normal.   

Mas a vida sempre prega peças e insiste em colocar a prova tudo o que sempre questionei. Nunca gostei desse "comodismo" e hoje ele está fazendo parte de mim.

Enfim, penso que preciso é sair do comodismo, sair da zona de conforto, diversificar as coisas. Não  é questão de mudar minha essência, mas provar que não sou tão acomodada assim, que não me acostumo com o que é proposto. Sei lá!

Acredito que renovar é importante, só nunca sei por onde começar quando o assunto é sentimento.



Marcela Leite.

sábado, 5 de janeiro de 2013

(...) e foi bom demais!


Falar do Centro de Educação da UFPE pra mim é surpreendente, pois passei os últimos cinco anos da minha vida lá e confesso que vi e fiz de tudo um pouco ... briguei, chorei, dancei, cai, me levantei, discuti, aprendi a ouvir, a falar na hora certa, enfim ... se for para relatar o que esse lugar significa pra mim passaria dias.

Mas o que de fato interessa pra mim aqui é dizer como foi a primeira festa dentro daquele lugar que está intrinsecamente da minha vida: "As Boas Vindas 2012/2013".
Não tive como explicar a sensação de felicidade que estava no CE, fiquei surpresa com a alegria de todas as pessoas envolvidas e não vi nenhuma expressão de cansaço, apesar do trabalho que deu para organizar e mobilizar todos em prol deste evento. 
Professores e alunos, funcionários se divertindo, sorrindo e compartilhando suas alegrias com todos que estavam ali apresentes e até os agregados. A gente dançava com quem não conhecia, total liberdade de expressão, nenhum olhar de julgamento e isso é o que fez da festa uma paz de felicidade. Eu fiquei num êxtase tão bom que não queria sair dali até que a última pessoa fosse embora, nunca me diverti tanto como nesse dia.

Senti falta das minhas companheiras da Pedagogia S.A.: Isabela, Cristina e Dalila que estão sempre comigo, mas sei que me diverti com elas mesmo no pensamento, não podia de deixar elas de lado, pois elas são parte de mim que aprendia a conviver e amar durante esse tempo todo e espero amar durante mais tempo.

A minha Sorte/Felicidade é que pude dividir esse momento com Paula, Rebeca e Luciene, que amo de paixão. Sem elas eu não teria me divertido tanto, me jogado pela primeira vez no #Pula-Pula como uma criança que tinha descoberto a felicidade. Não parei de rir um só momento e apreciei aquilo como se fosse o último dia da minha vida.

Agradeço a vocês por estarem perto de mim e dividido a energia, alegria, risos e o cansaço pós festa. Não sei o que seria da minha vida se eu não tivesse vocês por perto para dividir esses momentos.
Obrigada por me aguentar durante este tempo de faculdade, mas lembre-se que vão aguentar ainda mais! ♥
Nem acredito que vi aquela alegria dentro de um espaço onde cada um se torna tão individual.

*CE: abrev. para Centro de Educação. 



Marcela Leite.

sábado, 8 de dezembro de 2012

(...) ele


Cheguei em casa agora, e depois de arrumar umas coisas me peguei pensando se tudo vale mesmo: cada palavra dita, os olhares lançados, os gestos, os pensamentos ... Será que vale a pena ser concretizado. A falta de “tudo” ou a não existência de ”tudo” dá um nó nos meus devaneios instantâneos.
De uns tempos para cá, ando muito pensativa e, portanto venho reorganizando as ideias mais intimas. E aqui vai mais uma história ...

As coisas poderiam ser mais simples, na verdade elas são! O que é complicado nesse mundo, ao meu ver, são as pessoas e suas emoções. Tudo poderia ser facilitado se você assumisse que quer, que está a fim, ao invés de ficar adiando o que pensa. Dizer pode ajudar na tarefa de definir seus objetivos de vida, mas claro que nem todas as pessoas são assim, mas sei que eu já decidi o que quero (momentaneamente), mas ele não.

Não posso contar a história toda, nem citar nomes, mas algumas pessoas sabem e ai de mim sem elas pra me ouvir (estaria louca!).  E aí está um breve resumo sobre ele: pra mim ele é perfeito com seus defeitos, vícios e virtudes, sua boemia, e seu jeito incomum de coisas simples, porém do que adianta eu acreditar que poderíamos ser felizes se nem ele acredita nisso? (eu penso!)

Sei que existem alternativas como: deixar de lado e esperar ele se tocar (no meu caso isso não acontece), deixar de lado de vez, tentar até que ele “acorde” pra mim, mas sinceramente acho que não vai adiantar. Ele é boêmio demais para se preocupar com um possível “amor de sua vida”.

Tento acreditar que é melhor deixar as coisas do jeito que estão e curtir cada momento como se fosse único (meio fim do mundo), mesmo querendo que esses se repitam para um possível “sempre”. E também sei que ele pensa nessa opção.  

Não sei o que fazer! E também não sei se vou fazer alguma dessas alternativas, mas momentaneamente estou querendo ter uma abstinência dele para ver até onde consigo chegar ... Se vai cair a ficha de que ele não é para mim ou se ele é o cara que não procuro nas linhas da música de Roberto Carlos.


Marcela Leite.